Quatro da manhã. Marina e Paula tomam um táxi de volta para a Zona Oeste depois de mais uma noite de bom papo, muita champa e saideira no Jobi, claro....
Nos longos quilômetros da viagem, a conversa continua a girar sobre um tema que agitou o fim da noitada: o que fariam se ganhassem a bolada da Mega-Sena acumulada daquela semana?
- Nossa, é muito dinheiro! Não preciso de tanto. Ajudaria os amigos... – diz Marina.
- Boa medida. Não se esqueça de mim! Estou louca para fazer aquele curso na Califórnia – lembra Paula.
- Mas e se fosse você que ganhasse, o que faria?
- Claro que não vou te esquecer também, amiga! Fora isso, acho que passava um ano na esbórnia!
- Um ano, só?! Com tanta grana, acho que passava uns três anos na esbórnia!
- É mesmo, um ano pode ser pouco, principalmente para garotas que gostam de agito como nós...
- Pois é. Champa, bons restaurantes e companhia da melhor qualidade...
Já na Barra, Paula é a primeira a saltar. Logo depois que ela sai, o motorista, que até então se mantinha calado, não resiste:
- Madame, desculpe me intrometer na conversa, mas posso te perguntar uma coisa? Estou com uma curiosidade que está me matando...
- Sim...
- Onde fica essa tal de esbórnia?
Marina hesita. “Bebi demais ou ele perguntou isso mesmo que estou pensando?”. Depois de longos segundos, ela encontra resposta:
- Não, amigo, você não entendeu... Esbórnia não é um lugar, é um, é um, um estado de espírito!
- Ah não, madame, não fala desse negócio de espírito comigo não que sou evangélico...
- Não! É assim como um sentimento, fazer as coisas, como estamos fazendo agora...
- O quê? Pegar um táxi às 4 da manhã?
“Ai meu Deus!”, pensou Marina, já quase ficando sóbria diante de tamanha confusão.
- Nada disso, deixa eu explicar de novo. Esbórnia é assim... viver de bem com a vida, sem preocupações, sem responsabilidades, sem precisar trabalhar, sem ter que dar satisfação para ninguém. Entendeu?
- Ah, tá, entendi. Mas onde que fica a esbórnia mesmo? Do jeito que vocês falam, deve ser legal. Bem que gostaria de passear por lá...
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
Problema seu, problema meu...
Problema seu!
Não,
O problema não sou eu. O problema é seu!
Se preferes superficialidade,
o problema é seu!
Se preferes a frieza,
o problema é seu!
Se preferes a falta de carinho,
o problema é seu!
Se preferes o mau caminho,
o problema é seu!
Se preferes a incerteza,
o problema é seu!
Se preferes a falsidade,
o problema é seu!
Problema meu!
Não,
O problema não é seu. O problema sou eu!
Se quero alimentar ilusões,
o problema é meu!
Se me encanta uma sereia,
o problema é meu!
Se vivo de fantasias,
o problema é meu!
Se a mim falta alegrias,
o problema é meu!
Se acho a vida feia,
o problema é meu!
Se me perco em confusões,
o problema é meu!
Não,
O problema não sou eu. O problema é seu!
Se preferes superficialidade,
o problema é seu!
Se preferes a frieza,
o problema é seu!
Se preferes a falta de carinho,
o problema é seu!
Se preferes o mau caminho,
o problema é seu!
Se preferes a incerteza,
o problema é seu!
Se preferes a falsidade,
o problema é seu!
Problema meu!
Não,
O problema não é seu. O problema sou eu!
Se quero alimentar ilusões,
o problema é meu!
Se me encanta uma sereia,
o problema é meu!
Se vivo de fantasias,
o problema é meu!
Se a mim falta alegrias,
o problema é meu!
Se acho a vida feia,
o problema é meu!
Se me perco em confusões,
o problema é meu!
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